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quarta-feira, 20 de junho de 2012

LUZ DIVINA

Por Joana D'Arc de Araujo

As vezes ficamos como que perdidos
Pelos cantos íntimos da nossa alma,
Pensando estarmos convencidos
De que em algum canto 
Encontraremos a calma.
Onde está? Eu não me lembro.
Já revirei tudo, não encontro, não sinto.
Talvez no meu corpo, em algum membro...
Meu Deus, estou perdida neste labirinto.
Posso fechar os olhos e pensar
Quem sabe alguém  roubou-a de mim!?
Oh, Deus ajude-me a encontrar!
Estou perdida! Não posso ficar assim!
Escuta-me, filho. Preste muita atenção!
Quando as luzes se apagam, de repente, 
As velas sempre estão ao alcance da mão.
Clareando os cômodos, instantaneamente.
Assim, quando sentir-se perdido
Pelos corredores desse labirinto
Lembre-se: 
Eu sou a Luz que dá sentido,
Ao mais escuro cômodo do seu recinto.
Como as velas, você sabe muito bem,
Que estarei sempre por perto,
Não precisa ir muito além.
Nunca se sinta num deserto.
Tão perto estou, 
Que me basta um pensamento
Para toda escuridão se afastar,
Devolvendo-te a paz como alimento,
Para que no seu coração 
Eu possa ficar!

Um comentário:

  1. Um belo e singelo poema. Intimista, buscando aquele que está sempre perto e que às vezes somos nós que nos afastamos dele. Claro me refiro a Deus, com seu sempre prestimoso amparo. Gostei muito !
    Sem querer exagerar, vejo em voce uma poeta em potencial. Prefiro dizer POETA mesmo. Vou remando contra a maioria, que diz poetisa. Acho que do mesmo jeito que se diz O ARTISTA - A ARTISTA, devia-se dizer O POETA - A POETA. Bom, isso é só minha maneira de "ver" certas coisas.
    Um abraço e continue sempre compondo, e nunca deixe escapar uma inspiração, por mais insignificante que possa parecer. A poesia é para quem sabe apreciá-la. Não é pra qualquer um...
    Como disse a grande poeta Clarice Lispector: “A poesia dos poetas que sofreram é doce e terna. E a dos outros, dos que de nada foram privados, é ardente, sofredora e rebelde.”

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