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segunda-feira, 8 de abril de 2013

ANJOANA

Por Joana D'Arc Araujo e George Silva 
Quando a vi 
A música tocava. 
Mas não havia música 
Era meu corpo que embalava.

Apenas o meu olhar silencioso 
Fazia gritar a minha mente 
Com você linda e inatingível 
Parada ali na minha frente.

Meu corpo queria conhecer 
Saber seu nome, seu cheiro 
Seu beijo, seu abraço... 
Ser mais que companheiro.

Era festa dentro de mim 
Como adolescente descoberto 
Num jardim de borboletas em plena noite 
Como girassóis em pleno deserto.

Coragem e medo se debatiam... 
Ardiam sem definição 
Enquanto eu te observava 
Sua dança embalava meu coração.

Durou muito pouco, 
Menos tempo do que eu queria 
O que era pra ser eternidade 
Era muito menos do que podia.

Coração partido, dentro e fora 
Sentimento perdido, enfim... 
Mas vale-me a memória 
De ter-te em noite como glória 
De haver eu, você e o fim 
Naquele baile de outrora.

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