Por Joana D'Arc Araujo
Resides na minha pele,
Sopra forte no meu silêncio.
Consome toda a distância,
E guarda todos os meus gemidos.
Adentra minha carne,
Molhando-me o suor.
Confunde-me todo o olhar,
Protegendo-me da tempestade.
Vagueia os cantos da minha boca,
Naufraga no sangue da minha veia.
Mata a sede nos meus segredos,
Perpetua a saliva nas minhas entranhas.
Te pertenço todo o meu corpo,
Devora-me às sensações do âmago.
Cavalga-me por linhas intermináveis,
E paralisa-me no aconchego do teu abraço.
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